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Maya Sendoya faz panorama do e-commerce de moda

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Brasil precisa entrar na nova era do e-commerce e transformar lojas virtuais em um negócio lucrativo

A especialista em Marketing de Moda Maya Sendoya esteve na Convenção de Anual de Franqueados da Guia-se Negócios pela Internet no dia 4 de outubro, em Indaiatuba/SP. A profissional, que possui mais de 15 anos de experiência no mercado, palestrou para os membros da franquia de marketing digital no primeiro dia de evento e trouxe um panorama no e-commerce de moda no Brasil. “Moda tinha tudo para não dar certo na internet, porque ela trabalha sentidos: visão (manequim), audição (a música na loja sempre tem a ver com a coleção ou com público), tato (tocar no tecido) e olfato (cheiros nas lojas)”, observou. Mas não foi o que aconteceu. Atualmente, moda na internet se tornou um negócio lucrativo.

Para a palestrante, a maior dificuldade do consumidor é romper com o costume de comprar roupas em lojas e levá-las para a casa imediatamente. “É uma ruptura. É diferente de comprar móvel e entregar depois. Mas há marcas na experiência Omnichannel que entregam uma sacola com um brinde”, destacou.  Maya ainda contou que a moda de luxo, que trabalha exclusividade, está com dificuldades, pois é difícil ser exclusivo e estar na internet, disponível para todos. Entretanto, ponderou que não estar na internet é um problema para qualquer marca, mesmo as de luxo.

E-commerce de Moda no Brasil

Maya explicou que um dos principais problemas do e-commerce de moda no Brasil é a falta de padrão na numeração, pois isso atrapalha a venda.  Outro problemas são as empresas familiares e gerações anteriores que são totalmente offline. “Há problemas de integração de sistemas e plataformas, há conflitos de canais, por exemplo, como entre o atacado e a equipe de vendas”, explicou. “Eles entendem que o e-commerce tira a venda deles e não os deixa bater metas. Mas a verdade é que, no shopping , as vitrines já competem com a tela dos celulares.”

A especialista afirmou ainda que, no início, muitos empresários não acreditavam nas lojas virtuais como um negócio lucrativo e colocaram para vender estoque “encalhado”. “O problema é que desova de estoque não tem mix de produto. Como internet não tinha credibilidade, as marcas davam frete grátis e muito desconto. Por isso, ficou a visão de que tem que dar frete e ser muito mais barato que na loja física”, recordou.

Maya explicou também que manter esse raciocínio é prejuízo, dependendo do que for vender e para onde dar frete grátis. “Os Estados Unidos já passaram por isso antes e estão em outro momento. Precisa dar lucro. Por isso, estamos sentindo resistência do cliente, porque eles acham que têm que ser mais barato ou pelo menos ter frete grátis”, ressaltou. Como comparação, Maya lembrou que ninguém colocava o estacionamento do shopping como encargo da compra em contrapartida ao frete grátis.

A palestrante afirmou que o portal Dafiti fez o público entender o processo de compra na internet no Brasil. Mas existem outros grandes players para se espelhar, como Privalia, Renner, Marisa, C&A e Zattini.  “O cenário atual é promissor. Moda é a categoria que mais cresce no Brasil em volume de pedidos”, frisou. Além disso, os consumidores estão mais confiantes em colocar seus dados no site. Eles também acreditam que a encomenda chegará e que se não gostarem podem trocar de forma tranquila.

Dica paras os franqueados

Maya pediu aos franqueados que orientassem seus clientes, donos de pequenos negócios,  a investirem em nichos e aprofundar o máximo possível para ter uma negócio lucrativo. “Como gravataria, tem e-commerce focado em pessoas que calçam apenas 33 e 34, moda plus size e fitness para ‘marombadas’. Com mix de produtos muito menor e baixo investimento, dá para ser muito relevante no seu segmento. Não nade no mar dos grandes players“, alertou.

A especialista também  indicou o investimento em um  zoom para fotos para quem possui um negócio próprio de moda. “Na descrição precisa dizer como é o tecido, a textura com detalhes, sem medo de ser redundante, fale o máximo possível para gerar o mínimo de dúvidas. Guia de medidas é muito importante para minimizar as dúvidas. Se puder, invista no vídeo simples e curto ou em fotos bacanas para o site”, completou.

Sobre o evento da microfranquia, Maya avaliou que  é muito importante que os franqueados participem desses encontros. ” “É um refreshing para os participantes. São palestrantes de peso pela participação deles no mercado de marketing digital. Eles trazem informações que vão além de pesquisas, trazem uma vivência. Além da oportunidade, é claro, de debater questões sobre o tema”, declarou.

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