Como criar fãs da marca com o neuromarketing

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Fernando Kimura, especialista no tema, explica durante Convenção como uma franquia de marketing digital pode atuar para que a marca do cliente seja amada

Uma franquia de marketing digital precisa saber como criar fãs das marcas de seus clientes. Foi pensando nisso que a franquia de marketing digital Guia-se Negócios pela Internet levou para a 5ª Convenção Anual de Franqueados o palestrante internacional Fernando Kimura, especializado em inovação em comunicação e neuromarketing. Ele abordou o tema “Inovação em Comunicação e Neuromarketing” no evento realizado em outubro, em Indaiatuba/SP.

Kimura iniciou a palestra questionando os mais de 100 franqueados presentes: “Quais marcas fazem o seu coração bater mais forte? Por que as pessoas amam marcas e produtos? Amor e respeito fazem uma marca e criar uma marca respeitada exige muita comunicação e esforço, é caro. É mais caro manter o respeito do que ser amado. Há ainda as marcas que não são amadas nem respeitadas, como as de telefonia”, aponta. “Já os grandes mitos não morrem, voltam sempre que quiserem voltar. É como no caso da Assolan, que fez tanta propaganda, mas quando a Bombril quis voltou com força.”

Mas por que é importante que as marcas administradas por uma franquia de marketing digital entrem na cabeça das pessoas? O especialista enfatiza que, ao comprarmos um produto, o consumidor acredita que o escolheu, mas isso não é real, já que a compra está conectada com o inconsciente. “Estudos mostram que, independente ser homem ou mulher e da classe social, de 85% a 95% das decisões de compra são inconscientes. Por isso, uma franquia de marketing digital precisa saber operar no inconsciente”, argumenta.

Kimura explicou sobre o funcionamento do cérebro e a relação razão versus emoção na compra, além do inconsciente individual e o coletivo, que fazem com que as pessoas tenham efeito de manada no consumo. “As pessoas são Ctrl C + Ctrl V umas das outras, mas se acham únicas e exclusivas. Homens são um pouco mais racionais que mulheres na compra, mas não sempre. A compra do carro para homem, por exemplo, é emocional, é pela sensação”, comenta. “Além disso, a indústria nem sempre inova, muitas vezes faz o mesmo produto com outra cara e nós queremos mesmo assim, é uma sociedade de auto-engano.”

O especialista afirma ainda que parte do consumidor é imediatista, porque o cérebro busca prazeres imediatos. “O ‘leve 3 e pague 2’ tem relação com isso”, diz. “Por isso ativar sensações é importante. Você entra em uma loja e tem música agradável, o ambiente está perfumado, te oferecem bebida, ou seja, primeiro ativam todas as suas sensações para depois falar que vendem o produto em 10 vezes.”

É importante que o responsável por uma microfranquia lembre-se ainda que as marcas trabalham com repetição. “Eu não sei o celular dos meus amigos ou da minha vizinha. Nos anos 80 eu decorava os telefones mas hoje o celular é a extensão da nossa memória, por isso quando saímos de casa sem nos sentimos pelados. Mas por que eu sei que o lanche Big Mac tem dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles em um pão com gergelim? Isso não faz sentido, poderia apagar isso da memória e colocar cinco números de telefone, mas não consigo”, brinca.

Kimura reflete sobre os motivos que levam as pessoas a comprarem, como por inclusão, como ter smartphone para estar no WhatsApp; por conquista, como ter uma casa na praia; assim como por emoção, necessidade, desejo, status, prazer e inveja, sendo que essa última estimula muito, já que é instintiva. Informações importantes para uma franquia de sucesso no setor da Guia-se.

O especialista abordou ainda as neurométricas e explicou que com elas as chances de acerto e sucesso são maiores “Atenção, memória e emoção, use em altos níveis”, enfatiza. Kimura abordou ainda os seis estímulos para o cérebro: “O cérebro inconsciente é egoísta. Um exemplo é o slogan ‘Feito para você’, a palavra ‘você’, em qualquer idioma do mundo, coloca o seu cérebro em alerta”, diz. “Temos ainda o contraste de antes e depois; a tangibilidade, com a busca de começo, meio e fim, mesmo que o fim não exista como a caverna do dragão, ou um álbum de figurinhas; pelo visual, como embalagens interessantes, ou pela emoção. Uma marca precisa de engajamento emocional e um grande exemplo é a Coca-Cola. Empresas como esta sabem o que o nosso cérebro vai sentir e entender.”

Mas você pode se perguntar: como alterar padrões neurais pré-estabelecidos? Kimura afirma que o cérebro busca o que é igual, comum, amigável, o que vai custar menos tempo e energia. “Ele busca fazer primeiro o mais fácil, deixando o mais difícil para depois, poupando energia. Por isso, apresente seu produto de maneira que as pessoas, e seus cérebros, não esperam, é assim se altera padrão. Mas isso requer ousadia, sutileza e personalização”, ensina. “Mas é preciso lembrar que temos diferenças no cérebro de homem e mulher e isso muda a comunicação.”

 

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By |2018-04-23T11:54:27+00:00novembro 24th, 2015|Franquia de Marketing Digital|0 Comentários

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