Como fracassei – CEO José Rubens Oliva Rodrigues

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Como fracassei – CEO José Rubens Oliva Rodrigues2018-04-23T11:52:35+00:00

“Como fracassei” é uma reflexão do CEO das franquias virtuais Guia-se sobre o início de sua carreira.

Assista agora um depoimento de nosso CEO José Rubens Oliva Rodrigues sobre fracassos em sua carreira:

  A ideia é falar um pouco de fracasso, de como fracassei. Hoje com o reconhecimento que a Franquias baratas Guia-se tem no mercado, selos de excelência conquistado, milhares de clientes espalhados pelo Brasil. Muita gente me parabeniza, mas acho que o sucesso não é a chegada, o sucesso é uma caminhada, a gente está sempre em busca e é isso que faz você ser bem-sucedido. Parei para fazer uma reflexão nesse dia 11 de março de 2015, quando estou completando 41 anos.

Nesse dia pego mais leve comigo para pensar, para ver o que estou fazendo para mim, para minha carreira e para minha família. Resolvi agora pensar sobre fracasso. Muita gente pergunta o que tem que fazer para ser bem-sucedido. Tem que ter atitude, trabalhar no que gosta, se aplicar para fazer o melhor possível e uma hora as coisas vão começar a acontecer.  

Comigo sempre aconteceu bem devagar, a não ser com o franchising, que aconteceu em 2010, já estávamos há 12 anos no negócio e o amadurecimento foi mais rápido. O crescimento rápido depende se a pessoa está pronta ou não para isso. Eu não estava preparado e foi o que me levou a ser fracassado durante um bom tempo da minha carreira. Nunca fui de família pobre, sempre fui de classe média, às vezes com alguma dificuldade, mas nunca precisei me preocupar com isso.

Meu pai montou uma malharia com minha mãe e os dois trabalhavam também na metalúrgica do meu avô e do meu tio. Minha mãe era professora aposentada quando eles montaram esta malharia, onde eu ia trabalhar uma vez por semana, sem compromisso nenhum. Na adolescência, entre colégio técnico e trabalhar, fui trabalhar. Fui para a empresa do meu avô, era registrado, picava cartão, não tinha nenhuma regalia. Mas eu odiava trabalhar, não gostava do que eu estava fazendo. Entrava 7h, almoçava em uma hora e saía às 17h30. Eu odiava cada minuto do meu trabalho.

Sendo meu primeiro emprego real, era terrível, eu achava que trabalhar era aquilo lá. Aí percebi que de fato o problema não era o trabalho, era o que eu estava fazendo. Trabalhei quase dois anos, mesmo sem gostar. Com 16 para 17 anos saí e trabalhei de office-boy. Com uma bicicleta Barra Forte, ia fazer serviço em banco, não tinha carta para trabalhar de moto. Pedi a conta e fui trabalhar de balconista em uma loja de material para construção, que o dono é meu amigo até hoje.

Fiz de tudo na vida: trabalhei com marketing de rede, vendi chinelo magnético, passei em um concurso público aqui na Prefeitura de Indaiatuba para trabalhar no setor de Engenharia e Obras e no mesmo momento passei no vestibular no curso de Engenharia de Itatiba. Se você olhasse aquela fotografia, o momento era perfeito. Mas aí meu pai comprou uma cocheira. Eu adoro cavalo. Na primeira semana pedi exoneração da Prefeitura e fui trabalhar limpando a cocheira.

Trabalhava demais, a faculdade ficou em segundo, terceiro plano e tranquei o curso de Engenharia no primeiro semestre. Em um ano a cocheira quebrou. Em um ano minha vida mudou de um cenário perfeito para um cenário completamente imperfeito. Cavalo era uma coisa que eu adorava, mas a gente estava trabalhando em época de inflação, a ração subia 10% a 15% toda semana. Você ia receber pensão dos cavalos e não recebia esta diferença.

Me sobrou uma caminhonete muito velha, ano 1962, mas o que restou foi pegar a caminhonete e fazer limpeza urbana, ou seja, recolher entulho. Trabalhávamos eu e um amigo meu, era um trabalho extremamente cansativo, mas era meio período, dava para tirar uma grana, visto que a gente tava totalmente quebrado e só me sobrou uma caminhonete.

É uma coisa que me emociona porque sei o esforço que minha mãe fez para pagar os seis meses de faculdade e eu parei. Naquela época as faculdades eram mais caras do que hoje. Mas naquela época comecei a pegar gosto pelo trabalho. Na cocheira tinha uma parte comercial porque eu tinha contato com os clientes. Depois com o entulho, vi que não era tão ruim trabalhar. Fui notificado pela Prefeitura que eu teria que montar uma empresa, vendi a caminhonete e comecei a trabalhar numa loja de móveis planejados, mas fui demitido porque eu não vendia nada. Eu não tinha foco. Eu não conseguia entender realmente o fator que faz as pessoas terem sucesso ou entendia muito bem o que faz ter fracasso, que é não ter foco naquilo que você faz.

Começa uma coisa e foca em outra. Não se dedica para que aquela atividade que você está fazendo seja bem-sucedida. Fui demitido e imagino de novo minha mãe pensando “o que meu filho vai fazer?”. Falei com meu avô, dono da metalúrgica que eu não tinha gostado no começo, mas ele me chamou para fazer a parte comercial, que ele imaginou que eu ia me dar bem. Achei o que eu gostava, eu e meu irmão conseguimos alavancar as vendas.

Mas então comecei a fazer um negócio paralelo com meu pai dentro do presídio, onde os custos operacionais eram menores, mas mais uma vez dividi meu foco e não deu certo, de novo. Neste momento tive contato com o pessoal de marketing de rede, a Amway. Maior empresa de marketing multinível do mundo, aqui no Brasil deu uma estourada, depois caiu, mas continua sendo uma boa empresa. Quando entrei na Amori comecei a fazer um trabalho paralelo de marketing digital, mas tem uma coisa que me motivou demais, o sistema de treinamento da Amway, que chamava ProNet, que embutia algumas coisas de sucesso na sua mente, ou seja, lavagem cerebral, através da leitura de livros como Pense e Enriqueça, de Napoleon Hill, Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, que li cinco vezes e foi um dos pontos chaves, que fez toda a mudança na minha vida.

A receita para fracassar é não estudar, é não se aprimorar. A partir do momento que entrei no marketing de rede comecei a estudar sobre pessoas e sucesso. Se você quer uma receita de fracasso, é você não estudar. Já falei também: divida seu foco, faça aquilo que não gosta e você vai fracassar. Mas se você não seguir pessoas que possam te ajudar, você vai fracassar com certeza. Na Amway, fui convidado para ser sócio de uma empresa de negócios de internet. Num brainstorm surgiu o nome Guia-se. Era eu e mais dois sócios.

As pessoas me falam que tenho sucesso porque tenho muito conhecimento Na primeira reunião, em São Bernardo do Campo, estávamos eu e meus sócios de Americana, Tony, Luciano Venelli, de São Bernardo e o irmão dele, que ia programar, fazer o guia virtual para a gente. Depois de três horas, a gente saiu da reunião, eu sem entender quase uma letra do que os caras falaram porque quando fui convidado para ser sócio eu me matriculei num curso de informática, eu não sabia o que era Windows, Word e Excel. Eu era representante comercial, tirava pedido na mão, não tinha e-mail, trabalhava com visita, na prospecção de porta em porta nas lojas especializadas.

Depois da reunião eu virei para o meu sócio de Americana, o Tony, e falei: “Cara, o que é banco de dados?”.  Ele falou: “Zé, é simples, pensa numa planilha de Excel”. Eu falei: “Meu curso não chegou lá ainda”. Aí ele falou para eu pensar em linha e coluna, com um dado. “Banco de dados é isso”. Ou seja, se fosse basear no conhecimento que u tinha quando entrei nesse negócio eu não podia ser o sucesso que sou hoje, mas a vontade de estudar, a vontade de aprender, me fez chegar onde estou hoje. Se tem uma dica que eu possa dar, é que você possa seguir outras pessoas.

Eu leio livros, vou a eventos, vejo vídeos. Isso me faz crescer. Estou falando coisa que eu faço. Se você quer sair de onde você está, tem que estudar. Este ano vou fazer um pós MBA na FGV. Acho que a gente tem que ter a humildade de saber que às vezes as coisas não acontecem porque você não sabia o que fazer. Tenho que agradecer toda minha família ter confiado em mim. Se tem alguém da sua família com 26 anos não tem uma profissão pode ser que ele chegue aos 41 anos sendo diretor de uma rede de franquias virtuais com mais de 100 unidades. Espero que este vídeo sirva de reflexão para você. O que você vai fazer para sair do ponto A para o ponto B?Franquias Virtuais