ABF traça perfil das microfranquias no Brasil

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Estudo aponta que as microfranquias estão em crescimento no Brasil e devem expandir ainda mais nos próximos anos

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou na semana passada um estudo inédito que traça o Perfil das Microfranquias no Brasil.  A pesquisa foi realizada por amostragem, em 2016, com 412 redes em um universo de 3.151 empresas franqueadoras associadas e não associadas à ABF. Segundo o relatório, no ano passado, 557 marcas com unidades de microfranquia operavam no país. Deste total, 79,8% atuavam exclusivamente com microfranquias e 20,2% operavam com ambos os formatos: tradicional e microfranquia.

O estudo ainda aponta que 36% das redes que ainda não operam como microfranquias declararam que pretendem desenvolver a opção nos próximos anos. As franqueadoras que já operam nos dois formatos afirmaram que 42% de suas unidades são microfranquias. O modelo, cujo investimento inicial é de até R$ 90 mil, vem crescendo sem dúvida alguma. Vale lembrar que até dezembro de 2016 o valor aceito era R$ 80 mil. O investimento inicial foi reajustado pela ABF de acordo com o PIB per capita e na variação cambial.

Ainda segundo o relatório da ABF, 31% das redes que atuam exclusivamente com este modelo possuem mais de 100 unidades. É o caso da Guia-se Negócios pelo Internet, que fechou o ano de 2016 com mais de 120 unidades. Além disso, a pesquisa da associação apresentou que 25% das redes de microfranquias têm menos de dez unidades, o que mostra o crescente número de novas franqueadoras nesse formato.

Remuneração e  localização

Quanto ao Pro Labore – a “remuneração” do franqueado – o estudo revela que a média entre as redes com ambos os formatos é de R$ 3.611 por mês. Enquanto nas franqueadoras que só possuem microfranquias o valor sobe para R$ 3.819 . Segundo o relatório, em 25% das microfranquias o Pro Labore ultrapassa os R$ 5 mil. A pesquisa ainda aponta que em redes com ambos formatos, 29% das unidades de franquias levam em média de 12 a 18 meses para obter o retorno do investimento. Em contrapartida, 41% microfranquias levam o mesmo tempo. Já ao analisar as redes que são exclusivamente microfranquias, como a Guia-se, 39% delas levam esse o mesmo tempo para dar retorno, e 33% demora apenas de 6 a 12 meses.

Outro fator destacado é a localização das unidades. As franquias “home office”, como a franquia digital Guia-se, representam 17,9% das redes mistas e 29,7% das que operam exclusivamente com microfranquias.  Além disso, mostra que as cidades médias, de 100.001 a 300 mil habitantes, são a preferência das franquias mais enxutas. As grandes cidades (acima de 500 mil habitantes) ficaram em 2º lugar entre as redes que possuem apenas microfranquias. Isso mostra que a prioridade é fortalecer estas marcas.

Os jovens e as microfranquias

A pesquisa também revela que os jovens são maioria quando o assunto é franquias baratas. A faixa etária de 26 a 35 anos, geração Y ou ‘millennials’, é o foco destas franqueadoras. Isso acontece por que esta é a geração com perfil mais contrária aos modelos de trabalho tradicionais. A microfranquia se torna uma excelente opção para quem quer investir no próprio negócio, mas que, devido idade, tem pouca experiência no mundo dos negócios.

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By |2017-01-26T20:13:27+00:00janeiro 26th, 2017|Franchising|0 Comentários

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